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Esse esquecimento
até poderia ser benéfico, pois viver no momento
passado não nos trás benefícios, mas nesse caso,
o esquecimento pode ser nosso pior inimigo!
Não encontramos
força e vontade de mudar esse cenário ao
esquecermos o verão passado!
Não encontramos
motivações para cobrarmos providências ou nos
juntarmos a algum movimento social efetivo!
Não encontramos
motivos para não jogarmos o esgoto nos rios,
cortarmos uma árvore que está bloqueando nossa
vista, construirmos uma casa em um morro
desmatado, queimarmos nosso lixo, jogarmos sacos
e papel pela janela do carro, enfim, essas
coisas que nossa falta de memória dos verões
passados apagou, e nos fez esquecer de nossa
responsabilidade.
Claro! A urgência
do momento parece mais importante com a falta de
memória!
Parece tão mais
importante nos livrar daquele saco vazio de
biscoitos que está no banco traseiro do carro,
onde as crianças o largaram! Quem pode esperar
chegar em casa para jogar aquela sujeira fora,
não é mesmo?
E essas pequenas
e grandes inconsciências e imediatismo vão
contribuindo para nosso próximo sofrimento. Mas
o verão ainda está longe! A memória é curta e a
consciência também!
Mais fácil
colocar a culpa nos governos, não cobrar durante
os períodos de seca pelas obras prometidas, não
colaborar em nada, jogar aquele "lixinho" na rua
e tornar a lamentar no próximo verão!
Realmente! Devo
ser uma tola pensando o contrario disso!
Mas como sou uma tola insistente,
proponho a você um momento de reflexão a
respeito de sua contribuição efetiva nesse
processo: Tente fazer uma lista do quanto você
contribui positivamente e também, negativamente
nesses eventos.
Depois compare-as. Lembre-se que
a omissão também é uma ação das mais negativas!
Você não julga que faça mal a
ninguém! Mas faz o bem? Será que não faz mesmo
mal, ao se omitir? Será que ao deixar de fazer
algo de bom, que você poderia fazer se
movimentasse um dedo, não ajudaria a salvar uma
vida?
Pense sobre isso.
Fique no
amor e na confiança
de que todos os eventos podem trazer
ensinamentos
positivos a nosso
respeito!
E lembre-se que a verdade liberta!
Com muito carinho,
Vera Calvet
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