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Ouvia os amigos e conhecidos falarem que
tinham medo disso ou daquilo e dizia entender
o medo alheio.
De coração, dava conselhos de como poderiam
viver uma vida sem medos, sendo prudentes e
agindo com responsabilidade e cautela para não
se colocarem em situações difíceis
desnecessariamente, e assim viverem como ela
uma vida sem medos.
Não notava, ignorava que seu discurso tinha a
ver com o medo de sentir medo.
Não mentia, apenas não sabia que era uma
pessoa que tinha medo. O medo era tanto e tão
profundo que não mostrava sua face nem seu
nome a ela.
Agitava-se diante de imprevistos em sua rotina
de cuidados ou com noticias repentinas que
mudassem seu rumo antes estabelecido. E perdia o
sono quando um evento parecesse de alguma forma
ameaçar a segurança dos seus.
Ela era forte e destemida, mas os seus entes
queridos eram frágeis, em sua percepção.
Nunca notou, entretanto, que ninguém jamais
esteve ameaçado de verdade! Era o medo que
turvava sua interpretação do que pudesse ser um
perigo real. E lá ia a face do medo para mais
fundo, mais fundo em seu inconsciente.
Por temer o medo, não podia reagir ao sentimento
e sendo assim, o medo sempre saía vencedor. Não
havia batalha, pois ela não admitia o inimigo. E
sem enxergar o inimigo, não há como vencê-lo.
Mas um belo dia, alguém disse a ela: Você tem
medo e ele é seu pior inimigo e carcereiro!
No principio ela reagiu, negou, esperneou, mas
aos poucos começou a ver a face do suposto
monstro e viu que o monstro não era tão medonho
quanto julgava.
Viu que o medo era apenas uma criaturinha
frágil, tão frágil que se escondia, se protegia,
pensava que tudo representava perigo e que
gostava de ficar encolhido atrás de algum
anteparo para não correr riscos.
A partir desse evento, ela começou a lidar com
sua frágil criaturinha e sempre que sua voz
desesperada surgia clamando pela segurança, ela
sorria e respondia: Calma! Não existe perigo! É
apenas uma nova experiência e aprendizado!
E ela seguiu sua vida não tão destemida como
pensou que fosse, mas certamente consciente e
admitindo que volta e meia, sua frágil
criaturinha apareceria chorosa até que se
sentisse forte o suficiente para viver suas
experiências e aprendizados livremente, sem
tanto medo de sofrer um arranhão ou outro ao
longo do percurso.
Era uma vez...uma pessoa que tinha medo e sabia
disso!
Esse
assunto
é
amplamente
discutido
nos
livros
de
autoconhecimento
e
Meditação
Ráshuah e principalmente no DVD Medo e Culpa,
que
você
encontra
na
página
de
Livros e CDs
Faça
isso
por
si!
Você
merece e vai
conseguir
mudar
e
ficar
em
paz!

Fique
em
paz
e
em
harmonia,
na
força
e
proteção
de
seu verdadeiro eu!
Com muito carinho,
Vera Calvet
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