Existe
em
nós
um impulso evolutivo, um
impulso de
crescimento, de
aprendizado e de
novas
experiências,
que
nos faz
buscar e
provocar eventos e
situações de evolução
em nossas
vidas,
mesmo que não estejamos
totalmente
cientes disso.
Podemos facilmente identificar esses impulsos evolutivos
em nós, quando desejamos um emprego melhor, por exemplo,
ou qualquer coisa que nos faça trabalhar mais arduamente
em prol de nosso crescimento pessoal. Uma nova força e
energias renovadas aparecem e nos motivam a tomar
atitudes empolgadas e com prazer.
Porém, podemos ter dificuldades em ver evolução, quando
o assunto em que nos envolvemos, causa alguma espécie de
sofrimento ou frustração. Como por exemplo, não
conseguir o emprego pelo qual lutamos tão empolgados.
Isso não nos parece ser algo evolutivo. Essa visão,
contudo, pode ser um engano! A evolução e o aprendizado
estão contidos também em eventos frustrantes!
Sofrer com uma experiência pode ser apenas uma questão
de entendimento, de postura, de posicionamento correto
diante dela!
Uma experiência evolutiva só causa dor, quando fazemos
escolhas erradas, ao nos posicionar negativamente diante
da experiência!
A
postura assumida
diante de uma
situação, seja
ela uma
postura
consciente e
hábil
ou uma
postura
inconsciente e
inábil, terá
sempre
conseqüências,
mas
você é
quem escolhe se
serão
dores
ou
alegrias.
Não conclua, porém, que se acaso conseguíssemos sempre
nos precaver, poderíamos não sofrer! Esse pensamento
pode ser típico do comportamento controlador!
O pensamento controlador tem a nítida impressão, de que
PODE prever e CONTROLAR os eventos o tempo todo. Mas
isso sempre é causa de frustrações para ele, pois não
podemos prever eventos dessa forma, ainda mais quando
existe o arbítrio de outras pessoas envolvidas.
Por exemplo:
Você pede um favor a alguém e a pessoa nega.
Você tem duas opções:
Uma das opções é assumir um mau posicionamento diante da
experiência e se sentir traído, vitimado pela negativa
do outro. Isso traz a dor como conseqüência.
Outra opção seria a de se posicionar positivamente
diante da experiência, entendendo e aceitando realmente
os direitos e motivos que o outro possa ter alegado ao
negar. E, se realmente precisar do tal favor, poderá
pedir a outra pessoa que possa atendê-lo. Isso traz o
aprendizado sem dor como conseqüência.
A escolha de como se posicionar diante de uma
experiência não é apenas uma questão do que uma pessoa
controladora diga ser – prudência, cuidado,
desconfiança, precaução. É uma questão, principalmente,
do que chamamos de sabedoria.
A sabedoria de entender e aceitar que não podemos
controlar todos os impulsos evolutivos e principalmente
as pessoas envolvidas, pois devemos aprender com isso. A
sabedoria de olhar para si e transformar a frustração em
aprendizado. Isso será o aprendizado sem dor. Mesmo nos
sentindo frustrados em nossas expectativas a respeito do
resultado que esperávamos, podemos transformar a
frustração em realização. Depende de nossa escolha, de
nossa postura diante do fato.
A
lei de ação e reação se
aplica a tudo em nossa vida.
Se jogarmos uma
pedra
para o
alto, ela cairá! Porém,
como vamos
lidar
com isso será
nossa escolha e
nossa
total responsabilidade!
Podemos por exemplo, nos posicionar corretamente, fora
da trajetória de queda da pedra, ou nos colocarmos
exatamente na trajetória da queda e tomarmos uma bela
pedrada na cabeça! A queda da pedra é inevitável e você
não poderá controlar isso, claro, mas seu posicionamento
diante do fato inevitável é o que fará toda a diferença!
Sempre teremos
escolhas a serem feitas! E
as fazemos o
tempo
todo, sejam
escolhas
conscientes
ou inconscientes!
O
aprendizado às vezes dói,
mas
não
precisa
ser
assim,
pois o
que
nos
causa
dor
não é o
aprendizado
em
si,
mas a
escolha da
forma
como vamos
passar
pela
experiência.
Portanto, procure não fixar sua atenção no inevitável,
mas sim, na sua escolha de como irá se posicionar diante
disso!
Evite pedradas!
Sua cabeça agradece!
Trecho do livro – O Eu Controlador – de Vera Calvet